Regiões Norte e Nordeste já sentem recuperação do mercado de trabalho

01 Janeiro 2018 Written by 
Published in Sesc Senac

 

Regiões Norte e Nordeste já sentem recuperação do mercado de trabalho

Crédito: Ascom CNC

Regiões Norte e Nordeste já sentem recuperação do mercado de trabalho

 

Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), produzido com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, revela que nos dez primeiros meses de 2017 o saldo entre admissões e desligamentos de trabalhadores formais no Brasil ficou positivo em 302.189 postos de trabalho, o correspondente a um avanço de 0,8% no número de pessoas ocupadas no País.

Esse resultado representa uma recuperação em relação ao mesmo período do ano passado, quando o Caged registrou um saldo negativo de 730.417 postos. “A sequência de saldos positivos de empregos celetistas não ocorria desde setembro de 2014, sugerindo, ainda que lentamente, o início de um novo ciclo de retomada no nível de atividade econômica e de emprego”, afirma Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação.

Ao contrário do último ciclo de crescimento do emprego, quando as regiões Norte e Nordeste respondiam pelo maior avanço relativo no mercado de trabalho, o atual processo de recuperação da ocupação tem sido impulsionado pelas regiões Centro-Oeste (+2,7%) e Sul (+1,3%).

Agricultura puxa resultados

Setorialmente, o processo de geração de vagas segue sendo liderado pela agropecuária, cujo saldo entre admissões e desligamentos é o maior para o período desde o ano de 2013 (112.187). A agropecuária ainda se destaca na regeneração do mercado de trabalho brasileiro ao responder por 35% das vagas geradas nos dez primeiros meses de 2017. Nesse sentido, a recuperação do emprego na fabricação de produtos alimentícios por parte da indústria nacional (+40.047 vagas) também sobressai.

Gênero, idade e salário

Das 302.189 vagas criadas nos dez primeiros meses de 2017, 82% (248.541) se deram entre trabalhadores do sexo masculino. Do ponto de vista da idade do trabalhador, a geração de postos de trabalho formal tem privilegiado os mais jovens, na medida em que foram criados mais de 750 mil postos de trabalho nas faixas etárias compreendidas até 24 anos de idade em detrimento dos trabalhadores com 50 anos ou mais de idade (-333.288). E, em média, o salário dos trabalhadores mais jovens é 52,5% menor do que o das pessoas ocupadas com 25 anos ou mais de idade.

Escolaridade

De janeiro a outubro deste ano, foram abertas 116.641 vagas para empregados com nível superior completo (321% mais que em igual período de 2016). Entre aqueles com nível superior incompleto, houve reversão do saldo negativo do início do ano passado (+27.673 contra -9.484, respectivamente).

Fonte: CNC

 

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