CBCSI se reúne e projeta ações voltadas aos associados dos Secovis

02 Abril 2018 Written by 
Published in Sesc Senac
Reunião da CBCSI na CNC/DF

Crédito: Crédito: Paulo Negreiros - CNC

Sindicatos de serviços imobiliários se reuniram para discutir as expectativas de mercado em 2018

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A Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários (CBCSI) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou sua primeira reunião do ano, em 14 de março, na CNC em Brasília, para dar continuação aos debates sobre temas de interesse e projetar ações futuras. O encontro do órgão consultivo da CNC contou com a participação de representantes dos sindicatos de habitação (Secovis) de todo o País, constituídos por empresas de compra, venda, locação, administração de imóveis e de condomínios residenciais e comerciais.

O coordenador da CBCSI e presidente do Secovi-RJ, Pedro Wähmann, apresentou ao grupo novos membros da Câmara e deu início às discussões, apontando a necessidade da tomada de medidas por parte dos Secovis após o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, uma das principais fontes de receita dos sindicatos. “A parceria estratégica com as administradoras de condomínios é uma ação fundamental que devemos manter. Elas dão grande apoio à divulgação dos trabalhos e da importância dos Secovis”, disse.

O diretor superintendente do Secovi-SP, Adelmo Felizati, concordou com Wähmann sobre a urgência de adaptação ao novo cenário e citou algumas medidas já implementadas pelo Secovi paulista para gerar fontes de receita. “Nós temos uma universidade que oferece mais de 60 cursos por ano, temos um centro de convenções para a promoção de eventos do ramo imobiliário e realizamos certificação digital para todos os associados e representados, por exemplo. Mas acredito que o grande caminho são as campanhas de associação, pois a empresa associada contribui porque percebe a importância das ações do Secovi”, explicou.

Seguindo a mesma linha, a presidente do Secovi-MG, Cássia Ximenes, destacou a importância de ampliar o quadro de associados e buscar alternativas para gerar receita. “Um exemplo em Minas Gerais é o Data Secovi, uma ferramenta de pesquisa destinada aos nossos associados que gera dados sobre o mercado imobiliário de acordo com a demanda, separada por região e bairro. Essa tecnologia está dando uma nova utilidade e roupagem ao nosso sindicato”, exemplificou Ximenes.

Segmento imobiliário em 2018

Sobre as perspectivas para os próximos meses do segmento imobiliário, o coordenador de locação da CBCSI, Leandro Ibagy, observou que o quadro é cada vez mais positivo, apesar da crise política e econômica que abalou o País nos últimos anos. “Houve um período de queda na confiança, juros elevados, aumento da inflação e desemprego que causou uma série de dificuldades ao nosso segmento. O modal aquisitivo deu lugar ao modal locatício devido às condições econômicas, mas me parece que de maneira geral está havendo uma retomada que caminha para um cenário positivo.”

Segundo Ibagy, a crise política está começando a se desvencilhar da econômica, o que traz mais confiança às partes envolvidas no mercado imobiliário. “A desenvoltura da área de compra e venda no Brasil, no primeiro trimestre de 2018, em contraste com o mesmo período do ano passado é superior em 9,4%, que é um número interessante. Nós ainda temos um mercado pungente e devemos utilizar essa característica para criar um ambiente cada vez mais favorável, com taxa de juros mais adequada”, concluiu.

Criptomoedas e mercado imobiliário

A reunião da CBCSI também contou com uma apresentação do ex-presidente do Secovi-MG Ariano Cavalcanti sobre a consolidação das criptomoedas como meio de transações econômicas e sua influência no ramo imobiliário.

De acordo com Cavalcanti, alguns países e federações, como os Emirados Árabes Unidos, estão implementando o uso dessa plataforma para selar negociações, incluindo as imobiliárias, com intuito de dar celeridade e transparência ao processo. “O governo de Dubai determinou que até 2020 todas as informações cartoriais e estatais estarão disponíveis em blockchain, que é a tecnologia utilizada em transações de criptomoedas. Na visão deles, isso vai impulsionar o mercado e eliminar violações”, exemplificou.

Cavalcanti também lembrou que é preciso estar atento aos efeitos dessa inovação no Brasil, pois alguns cartórios de registro de imóveis em território nacional já operam com essa ferramenta, e o Superior Tribunal de Justiça tem acatado a legalização de transações ou contratações imobiliárias por meio de moeda que não seja o real.

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