INÉDITO – PESQUISA DA FECOMERCIO-PI REVELA MENOR INDICE DE INADIMPLENCIA EM TERESINA Featured

08 Outubro 2019 Written by 
Published in Fecomercio

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No mês de setembro de 2019, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor de Teresina (PEIC), realizada pela CNC - Confederação   Nacional do Comércio de Bens e Serviços e Turismo, em parceria com a FECOMERCIO-PI revela que menos da metade, ou seja, 46,8% das famílias da capital do Piauí relataram possuir algum tipo de dívidas com cartão de crédito, carnês de lojas, crédito consignado, cheques pré, cheques especial, financiamento de casa e de carro. Com relação ao mesmo mês do ano passado houve uma variação de -3,90%. Contudo, as famílias que faturam, mensalmente, acima de 10 salários mínimos o índice de endividamento sobe para 75,0%.

Maior poder de compras nas mãos das famílias provocado pela liberação do FGTS foi o motivo principal para levar as famílias a comprar mais a vista. (53,2% resolveram pagar na boca do caixa). Também o consumidor reservou uma fatia para pagar as contas em atraso, razão da queda drástica do índice de inadimplência (2,6% ). Na realidade a inadimplência significa o percentual das contas em atraso que as famílias não conseguiram pagar no mês de setembro. É um caso inédito porque desde quando foi realizada a primeira Pesquisa em Teresina no ano de 2010 essa foi a primeira vez que atingiu um índice tão baixo.

.A proporção das famílias que se declararam muito endividadas alcançou o índice de 4,8% e a fatia que considerou pouco endividadas ficou em 20,8%. Outras 21,2% declararam na pesquisa estar mais ou menos endividadas.

A parcela das famílias com contas em atraso foi de 10,8% dos endividados, muito inferior ao índice de 15,3% encontrado na pesquisa do mesmo mês do ano anterior. Destas dívidas em atraso, o grupo de famílias com menor poder aquisitivo, ou seja as que faturam mensalmente até 10 salários mínimos 41,7% disseram que conseguem paga-las totalmente. Vale lembrar que este grupo foi o mais beneficiado com o FGTS.

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Os instrumentos de crédito mais utilizados pelas famílias para contrair dívidas foram os cartões de crédito com 88,6% e carnês de lojas ( citados por 19,4% dos entrevistados ), seguido por financiamento de carro ( 3,0% ) e financiamento de casa (1,9% ) e crédito pessoal( 0,4% ) . Pelos resultados desta e das outras pesquisas anteriores constata-se que as famílias, aos poucos, estão aderindo mais a participação ao cartão nas dívidas. Para os consumidores que ganham acima de 10 salários mínimos o índice de financiamento de carro foi de 15,7% enquanto o financiamento de caso atingiu o índice de 5,9%.

Com relação ao tempo destinado a quitar as dívidas atrasadas, 47,3% declararam que poderão realizar o pagamento em até 30 dias, entretanto, 33,6% disseram que têm condição de quitá-las, mas num prazo acima de 90 dias.. O tempo médio de atraso foi estimado em 48,8 dias.

Dentre as famílias teresinenses endividadas, 20,8% têm entre 11% e 50% de suas rendas comprometidas com dívidas no mês de setembro de 2019 e mais de 50% com 69,6% de seus rendimentos.

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