CNC trabalha para fortalecer o turismo de fronteira Featured

31 Outubro 2019 Written by 
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Para debater ações de desenvolvimento e integração nos espaços de fronteira, o Grupo de Trabalho sobre Turismo de Fronteira da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) se reuniu  em Brasília com representantes das Federações do Comércio (Fecomércios) dos 11 estados que estão na faixa de fronteira: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O encontro, realizado no dia 23 de outubro, tratou da ampliação da aviação regional e do turismo rodoviário; desenvolvimento de políticas públicas e implantações de lojas free shop (leia mais). O diretor da CNC que coordena o Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação, Alexandre Sampaio, destacou que as temáticas escolhidas são pertinentes ao desenvolvimento do turismo brasileiro. 

“O Brasil é um país limítrofe com vários países da América do Sul, e a discussão sobre como avançar com o turismo nessas regiões é muito rica e agrega valor econômico e social. A CNC, as Federações do Comércio e o Sesc e o Senac podem ser parceiros dos governos nesses estados e do governo federal, ao propor outros olhares para as áreas de fronteira”, ressaltou.

O crescimento da aviação regional, principalmente em cidades distantes dos grandes centros urbanos, foi um dos desafios debatidos pelo GT Turismo de Fronteira, além do transporte rodoviário, alternativa viável, principalmente nas fronteiras ao sul do País. Segundo o sócio da empresa aérea doméstica Twoflex, Rui Aquino, no Paraná são 10 cidades atendidas, com linhas que contemplam também municípios fronteiriços, como Guaíra, na divisa com a cidade gêmea Salto do Guairá, no Paraguai.

“Trouxemos um panorama sobre a aviação civil regional e os voos sub-regionais, mostrando que é possível criar soluções de mobilidade de uma forma eficiente fomentando, também, o turismo. Qualquer município com uma pista certificada (homologada) pela Anac, em aeroporto público, somada às condições básicas de segurança, como terminal de passageiros, iluminação e delimitação do espaço com cercas, pode passar a receber esses voos”, explicou Rui Aquino.

O empresário enfatizou que hoje 53% da aviação é ocupada pelos táxis aéreos. Os outros 47% estão no atendimento regular, em 130 cidades brasileiras. “E temos uma visão otimista de crescimento para os próximos 10 anos. Por isso é importante mostrar ao governo que é preciso ter uma política pública de aviação sub-regional para ampliar esse atendimento”, defendeu.

Na outra ponta, o turismo rodoviário teve maior facilidade de investir na modernização de equipamentos para não perder público e atender novas localidades em todo o País. O modal perde em tempo, no comparativo com as viagens aéreas, porém ganha em conforto, acessibilidade, internet wi-fi gratuita e em bagagem grátis.

Em sua apresentação, o responsável pelo departamento rodoviário da CVC Corp, Rodrigo Sá, explicou que todos os pacotes que incluem a fronteira brasileira começaram também pelo sul do Brasil, considerando a proximidade com grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, atendendo posteriormente Corumbá, no Mato Grosso. 

“Nesse ano chegamos a Machu Picchu no Peru e para 2020 estamos estudando fazer a fronteira de Roraima e Amapá, com as Guianas ou Venezuela”, revelou. A busca pela melhoria de atendimento ao turismo rodoviário nas regiões de fronteira esbarra na rigidez da legislação, apontou Rodrigo.

“No aéreo você chega, apresenta o passaporte, passa na imigração e já tem a autorização para entrar no país. Quando se trata do terrestre, envolve, além da documentação dos passageiros, a do ônibus, contudo, de forma separada, o que segura uma excursão muitas vezes o dia inteiro na fronteira. Primeiro imigramos todos os passageiros para só depois começarem as checagens no veículo, o que na nossa visão poderia ser concomitante”, explicou.

Rodrigo destacou a posição da CVC para “descatracalizar” as ações terrestres, termo que refere-se às burocracias para liberações do segmento. “Temos trabalhado junto aos ministérios e às Fecomércios, unindo forças para facilitar pontos em que a legislação está impedindo o setor de crescer”, concluiu.

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