Johnson & Johnson investe em 1ª usina solar no país em parceria com a EDP

29 Setembro 2020 Written by 
Published in Sesc Senac

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Johnson & Johnson acaba de inaugurar sua primeira fazenda solar na América do Sul, localizada em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O empreendimento, de 1 megawatt-pico (MWp) de capacidade, pode gerar energia suficiente para abastecer 1.000 residências e foi executado pela EDP.

“Já estamos registrando um impacto positivo com esse projeto, que vai possibilitar um estudo muito mais amplo na área de sustentabilidade”, afirma Gerardo Vargas, vice-presidente de logística e atendimento ao cliente da Johnson & Johnson para América Latina, em entrevista exclusiva à EXAME.

A usina está localizada dentro do maior parque fabril — em área — da Johnson & Johnson no mundo. A fazenda solar vai gerar energia 100% renovável para compensar o consumo do centro de distribuição da empresa em Guarulhos, São Paulo.

O projeto conta com 3.240 módulos fotovoltaicos, em uma área de 6.000 metros quadrados — o equivalente a um campo de futebol. A energia limpa gerada na estrutura vai evitar a emissão de 215 toneladas de CO2 na atmosfera, volume que demandaria o plantio de 600 novas árvores por ano para ser neutralizado.

Além da geração fotovoltaica, o complexo terá uma central para recarregar carros elétricos, viabilizando outros usos de energia limpa. “Com estas ações, estamos pensando no futuro. Olhamos com otimismo para frente, com esse tipo de geração sendo cada vez mais viável”, diz Vargas.

Embora a Johnson & Johnson não abra valor do aporte para a usina, a companhia garante que este é apenas um dos passos rumo a um futuro mais verde. A empresa anunciou recentemente um investimento de 800 milhões de dólares em ações sustentáveis até 2030.

A usina foi construída pela EDP Smart, divisão que reúne o portfólio de soluções em energia da portuguesa EDP. Desde 2017, a empresa negociou 58,9 MWp em projetos de energia solar — 28,1 MWp já instalados e 30,8 MWp em desenvolvimento.

A expectativa da EDP é encerrar 2020 com 33 MWp instalados e, nos próximos três anos, triplicar os investimentos em energia solar, para 300 milhões de reais anuais.

“O potencial da energia solar no Brasil é inigualável no mundo e nós vamos crescer muito no segmento”, afirma Carlos Andrade, vice-presidente de estratégia e desenvolvimento de negócios da EDP Brasil.

Ele salienta que a relação entre a EDP e a Johnson & Johnson é de longa data, uma vez que o complexo fabril do interior de São Paulo fica na área atendida pela EDP (ex-Bandeirante Energia). “É uma parceria que tem dado muito certo.”

Limpeza da matriz

Atualmente, a EDP tem 60 MWp de investimentos na área de geração fotovoltaica no Brasil, em um total de 24 projetos em 9 estados. “Nossa ambição é ampliar cada vez mais esse volume”, afirma o executivo da companhia.

Segundo Andrade, até o final da década a EDP terá 100% da sua geração proveniente de fontes renováveis (o que inclui, em sua maioria, hidrelétricas, além de solar). Dois fatores contribuem para a competitividade do Brasil no segmento de geração fotovoltaica: irradiação solar em larga escala e abudância de terrenos. 

Ele alerta, porém, para os custos dos equipamentos que, em sua maioria, é importada. “A oscilação cambial impacta muito os projetos”. Apesar da questão cambial, o executivo garante que este mercado está avançando rapidamente.

Paralelamente a projetos de geração de energia renovável, a EDP está instalando 30 postos de recarregamento de automóveis elétricos da modalidade ultra rápida no estado de São Paulo, em uma iniciativa para reforçar o posicionamento da empresa e ajudar na expansão dos carros elétricos. 

Fonte: Exame/Biz News/br

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