CNC prevê alta de 1,9% no varejo restrito e reduz novamente projeção de queda no conceito ampliado Featured

12 Novembro 2020 Written by 
Published in Fecomercio

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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou de 4,2% para 3,6% a previsão de retração no volume das vendas no varejo ampliado, em 2020. No varejo restrito – que exclui os ramos automotivo e de materiais de construção –, a projeção é de alta de 1,9%. As estimativas têm como base os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de setembro, divulgada nesta quarta-feira (11/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a tendência para o último trimestre de 2020 é que as taxas mensais de crescimento sejam menores do que aquelas registradas até agosto. “A redução do valor do auxílio emergencial a partir de setembro e as incertezas relativas à recuperação do mercado de trabalho deverão contribuir para um avanço mais lento neste fim de ano”, afirma Tadros, ressaltando que o e-commerce segue com papel relevante na evolução das vendas no setor durante a pandemia.

De acordo com a PMC, o volume de vendas no varejo ampliado aumentou 0,6%, em relação a agosto. O setor chegou ao quinto avanço consecutivo, acumulando crescimento de 32,4% neste período e superando as perdas de 18,6% registradas em março e abril deste ano.

Os destaques entre os ramos de atividade foram: livrarias e papelarias (+8,9%), combustíveis e lubrificantes (+3,1%) e equipamentos de informática e comunicação (+1,1%). Afetado pela alta recente nos preços dos alimentos, o ramo de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo acusou retração pelo terceiro mês seguido (-0,4%). “Nos nove primeiros meses do ano, os preços destes produtos acumularam alta de 7,31%, bem acima da evolução média dos preços capturados pelo IPCA (+1,34%)”, aponta Fabio Bentes, economista da CNC.

Roupas e sapatos perdem espaço

Outro segmento a registrar resultado negativo foi o de vestuário, tecidos e calçados (-2,4%), que interrompeu uma sequência de quatro meses de altas significativas, a partir do processo de reabertura da economia, em junho. “Este segmento encontra mais dificuldades para se adaptar às mudanças de hábito da população, que passou a intensificar o consumo on-line em detrimento das compras presenciais”, destaca Bentes.

As mudanças de hábito de consumo, desde março, têm levado a ganhos reais mais significativos em segmentos considerados não essenciais – que operaram com restrições por várias semanas ao longo da pandemia: artigos de uso pessoal e doméstico (+12,7%); materiais de construção (+23,2%); e lojas de móveis e eletrodomésticos (+25%).

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